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Sobre 2020 (Algumas metas pra 2021)

Bom, finalmente chegamos ao fim de mais um ano e, como fiz no ano passado, quero escrever algumas metas pra mim realizar em 2021. 2020 foi um ano um tanto complicado pra todo mundo, por conta do Covid-19, isolamento social, grande aumento de ansiedade/preocupação em vária pessoas, dentre outras dificuldades. Mas, apesar de todos esses problemas, foi um ano de aprendizagem pra mim. Em 2019 eu tinha como meta procurar a paz, não apenas o amor, paixão ou alguém que me ame e queira estar comigo – mas eu sempre disse que, se essas coisas viessem junto a paz que tanto procuro, eu aproveitaria. Mas não aconteceu. Então foi isso que fiz. 2020 foi um ano em que aprendi a lidar melhor comigo mesmo e os sentimentos que estavam pendentes para serem resolvidos aqui dentro de mim. Foi um ano em que me desmontei todo, olhei parte por parte e me reconstruí de novo, de um jeito mais maduro e forte emocionalmente, mesmo sabendo que ainda tenho muito a melhorar.   Esse ano foi uma oportunidade de ap...

O medo

Hoje, enquanto chovia com ventos muitos fortes, percebi o quanto as pessoas que estavam perto de mim evitaram ver a chuva por causa do medo que iriam sentir ou que já estavam sentindo. E eu, como de costume, fiquei olhando a chuva pela janela, por mais forte que estivesse e apesar do medo que eu estava sentindo. Conforme o tempo em que eu assistia aquela chuva cair e os ventos fortes balançarem os galhos e folhas das árvores passava, aquele sentimento de medo ia passando e se tornando mais “suportável”. E eu me pergunto: será que evitar olhar a chuva por causa do medo é melhor do que encará-la de uma vez e ver o que acontece? Irei usar a chuva de hoje como exemplo, mas encaixe no contexto de alguma situação tua que te cause medo; pode ser medo de altura, medo de água ou algo assim. Quando evitamos olhar a chuva e os ventos fortes por causa do medo que ela pode nos causar, acabamos dando brecha para que nossa imaginação crie ou piore situações que, às vezes nem existem. Quando não estam...

Você não vai agradar todo mundo mesmo, e daí?

Como você vai agradar todo mundo se você é imperfeito, se possui erros e algumas falhas, pelo menos diante dos olhos dele? Como você vai fazer todo mundo ficar satisfeito com tuas escolhas se todo mundo possui diferentes formas de pensar? Como você fará para tornar todo mundo orgulhoso do que você faz/pensa em fazer? Quem você quer orgulhar? Quem você quer fazer feliz com suas escolhas? Mas aqui vai a principal pergunta: por quê? Todas as perguntas acima são ótimas para nos dar uma certa clareza sobre o que estamos fazendo e o porquê. Será que estamos fazendo algo por gostarmos ou por querermos agradar alguém - ou todo mundo - que consideramos muito importante?  Existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, imagine só se você precisasse agradar todas elas. Pode parecer um exagero meu usar um exemplo como esse, mas, acredite, muitas pessoas tem essa necessidade de agradar todo mundo que está em sua volta. Muitas delas fazem isso porque, sendo aceitas pelas pessoas, acabam se aceita...

A busca e exigência desgastante de sempre querer viver momentos bons

Passamos tanto tempo buscando sempre sentimentos e momentos bons, como segurança, felicidade, certezas, que simplesmente ignoramos o quanto os ruins são bons também, de certa forma. Queremos ir direito à felicidade, sem antes passar por um processo um tanto doloroso até lá. E é sobre isso que quero falar nesse texto... Vou usar como exemplo a felicidade, ok? Todo mundo quer ser feliz, quer se dar bem, ter um carro ou uma casa dos sonhos. E se pudéssemos, iríamos direto a reta final sem mesmo correr a pista inteira até lá. Querer SEMPRE a felicidade é algo que pode ser negativo. Felicidade é algo que simplesmente acontece. Ela chega, você sente. Ela dura o tempo que durar, naturalmente. Não tem como forçá-la acontecer e, se fizermos isso, não será tão genuíno quanto seria uma que aconteceu de forma espontânea. O valor da felicidade não será o mesmo se você tentar se fazer feliz o tempo todo. Precisamos nos permitir ser felizes, mas não se exigir estar assim o tempo todo - acredite, isso...

O Perdão

A alguns – muitos, imagino – textos atrás escrevi sobre se perdoar e o quanto isso é importante para aceitarmos nossos erros e tudo o que aconteceu, aprendendo com eles e nos amadurecendo. E, hoje, participei de um jogo onde alguém deveria dizer algo que poderia ser mudado em mim. Uma amiga me dissera que eu perdoo as pessoas rápido demais, e que eu deveria pensar melhor a respeito disso. E é sobre isto que quero tentar falar nesse texto. Vamos lá... Quando nós nos perdoamos, temos a intenção de aceitar o que aconteceu, aceitar que erramos, e tudo bem. Ao perdoarmos o próximo, também temos uma intenção bem parecida: aceitar que alguém errou contigo, e que tudo bem, todo mundo erra – até mesmo você. As pessoas confundem a palavra “perdoar” com “quero passar por essa situação de novo” ou “quero dar uma segunda chance para pessoa vacilar comigo novamente”, como se aquilo nunca tivesse acontecido ou fosse algo normal/certo. A verdade é que não é bem assim. Muitas das vezes, perdoar não...

Amor ou carência?

Hoje eu estava pensando em algumas coisas aqui e refletindo em como algumas pessoas agem de formas diferentes após términos em um relacionamento amoroso. Algumas simplesmente terminam com alguém e já partem para outras, e algumas esperam e se recuperam do último relacionamento para então pensar em entrar em um próximo. Não julgo as pessoas da segunda opção, mas pelas minhas experiências - que não são muitas - essa não é a melhor escolha.  Às vezes, terminamos um relacionamento e logo pensamos em simplesmente entrar em outro só para suprir a carência ou, como dizem, "superar" alguém. Esse "pular de galho em galho" pode acabar te levando ao chão, já que ele uma hora não aguenta o peso e se quebra. Acredito que, ao terminar, a primeira coisa a se fazer é parar no meio de toda a tempestade sentimental falar pra nós mesmo: "tudo bem, terminei, e agora?". Suprir um amor com outro pode ser algo mais fácil do que enfrentar as carências que a falta dele nos causa. ...

O passado

         Às vezes situações e sentimentos difíceis são necessários, eles nos tornam mais forte, eles nos melhoram para as próximas situações e sentimentos que possam surgir. Ao aceitar que se machucar, chorar, se entristecer por algo é algo normal e que faz parte da vida, você acaba não sofrendo tanto por aquilo, você aceita tudo aquilo de forma mais natural, mais serena. Não é como se não doesse mais, mas a aceitação nos traz uma dor mais calma, mais plena...      Situações difíceis são ruins sim, mas também são como vacinas para outras situações que possam surgir, elas nos preparam, nos deixam forte e, quando vemos, já não dói mais. É como diz a música "Too Good At Goodbyes", do Sam Smith (Recomendo muito). Situações difíceis podem deixar cicatrizes e algumas lembranças ruins do passado, mas elas também servem para nos lembrar de que já passamos por situações mais difíceis do que a que estamos passando agora, elas servem para nos lembrar de ...